domingo, 31 de agosto de 2008

Pequenezas.

Pequena manhã
Pequenas impressões
Pequenas tentativas
De entendimento...

Pequena claridade
Pouca luz
Passa pelas persianas
E ilumina meu olhar

Pequeno céu azul
Poucas nuvens
Caminham absortas
A mim, que contemplo

Pouco vento fresco
Pequenas folhas de amendoeira
Que pouco se balançam
Como os meus cabelos

Pequena vida que desperta
Com pouca vontade de seguir
Mas segue, com a rotina
Com o subir e o descer do sol

Tudo parece pequeno
Nesta manhã indiferente
Até mesmo o mundo
Miúdo em minha mente

Fraco está o cheiro do café
Provo só um pouco
Pouca é a perspectiva matutina
No dia que se segue

Pequenos dias nessa terra
Pequenas vontades mal-formadas
Poucas esperanças no por-vir
Escassos sinais alentadores

Pouca significação
No início da labuta
Pequenos trabalhos começados
Que pouco nos dizem respeito

Parco dia que se acaba
Sol demorado que se vai
Nos arrastando junto lentamente
Indo preguiçosamente para o lar

Pequenas palavras externadas
Parcos versos expressados
Pouca significação contém
Do pequeno dia que se vai