Sinto como se estivesse ficando velho
Posso nem estar, pode ser só aparência
Impressão.
Mas aí é que está
Não é ser ou estar, é sentir
Me sinto velho.
Eu sinto e me sinto mal
Olho as imagens desbotadas e borradas do passado
E vejo que são poucas, como vazias.
Eu sempre acreditei na inexistência do tempo
Ainda assim eu volto e revolto
Eu retiro e reboto as pás de terra
Não deixo descansar em paz as mortas lembranças
Malfazejas, que vem com chibatas
E deixam em carne-viva a minha vida já tão morta